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No
fim de 2004, o Henrique Gonçalves sofreu mais uma vez
alterações. A maior questão posta nesse ano, era que os
pilotos ao correrem todos na mesma corrida,
representando categorias diferenciadas pelo seu peso,
acabavam por ter oportunidades diferentes. Mais uma vez,
tentou-se equilibrar as oportunidades, obrigando os
mesmos a terem um peso mínimo de 85 Kg. Optou-se também
pelas jornadas duplas, constituídas por duas provas
independentes, onde a grelha era atribuída por sorteio
para a 1ª corrida e invertida para a segunda. Mais uma
vez, a tentativa de equilibrar as oportunidades parece
ter falhado, pois desta vez, foram os pilotos mais leves
a contestar a alteração, alegando que assim se tornava
quase “impossível” conduzir o veículo. Assim sendo, este
evento acabou por ser um “fracasso” a nível de
assiduidade, pois de 16 participantes na 1ª e 2ª provas,
só terminaram 5 nas duas ultimas. No entanto, se o
numero de participantes foi fraco, o mesmo não se pode
dizer da competitividade, já que as provas foram tão bem
disputadas, que ninguém arriscava uma previsão para o
vencedor das mesmas. Em termos competitivos, Carlos
Martins dominou praticamente todo o evento vencendo as
duas primeiras provas e começando desde logo a gerir a
sua vantagem. Deu provas de grande inteligência táctica,
ao fazer as contas que lhe impossibilitavam a disputa
das derradeiras provas, com lastro suplementar.
Demonstrou, também, sem sombra de dúvida, que era o
melhor e o mais rápido, obtendo 5 das 8 melhores voltas
de todo o evento, não dando qualquer tipo de hipóteses
aos seus adversários. O 2º lugar de Carlos Freitas,
começa a ser desesperante, visto ser a 3ª vez
consecutiva que este piloto termina nesta posição ao
disputar o Henrique Gonçalves. Para cúmulo, chega sempre
à ultima prova, praticamente a par de quem acaba por
vencer, sendo “batido” nessa derradeira corrida. No
entanto a obtenção de 2 vitórias e de 1 volta mais
rápida, mostra bem as suas qualidades de piloto. |